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Acordo Colaboração - Escuteiros e imigrantes com integração reforçada


Domingo, 05.20.2007, 11:09am (GMT-1)

O Serviço Diocesano de Apoio à Mobilidade Humana acaba de encetar um acordo de colaboração com a Junta Regional dos Açores do Corpo Nacional de Escutas.
Ajudar a integração dos jovens migrantes através das diversas e alargadas actividades do escutismo católico português é o objectivo da colaboração agora reforçada.

Humberta Augusto

O Serviço Diocesano de Apoio à Mobilidade Humana e a Junta Regional dos Açores do Corpo Nacional de Escutas acabam de assinar um acordo de colaboração com vista à entreajuda e à partilha de meios para ajudar na integração das populações migradas nos Açores.

Trata-se do primeiro acordo desta natureza que tem como objectivo primordial a integração dos jovens imigrantes nas actividades escutistas com o intuito da inserção social e da cidadania activa: “propõe-se uma vivência de solidariedade, numa plena cidadania democrática e activa, e a necessidade de se atenuar e ultrapassar todas as barreiras, preconceitos e intolerâncias pessoais, sociais, religiosas, que porventura possam existir”.

Ao todo estarão envolvidos todos os 80 agrupamentos do CNE, repartidos pelas 9 ilhas e coordenados pelas respectivas juntas de núcleo existentes em 7 ilhas que darão oportunidade às populações imigrantes para se integrarem em cada paróquia nas actividades do CNE, nomeadamente, acampamentos, celebrações e no próprio funcionamento dos agrupamentos de forma a “logo, se envolverem em projectos que possam melhorar as suas condições de vida social”.

Em declarações ao nosso jornal, o responsável diocesano pela pastoral, P.e Costa Freitas, afirma tratar-se: “não só de um esforço de integração, como um esforço oportuno”.

Escola escutista

O CNE diz-se atento “ao aumento do número de imigrados em todas as ilhas”, considerando que o movimento escutista “é um local privilegiado para se expandir a socialização, se participar activamente na vida cívica e se ajudar na conquista progressiva da «autonomia de vida» dos jovens imigrantes”.

Igual entendimento tem o secretariado para as Migrações da Diocese de Angra que afirma reconhecer o CNE como “local privilegiado para a integração plena na vida social: pela relação de troca de saberes, de compreensão das diferenças, de assistência religiosa que estabelece, por partilhar realidades que raramente são propostas noutros locais e ainda, por permitir tomar lugar num projecto comum de vida em cada agrupamento, proporcionando experiências daquilo que poderá vira a ser a vida social de um adulto bem adequado à sociedade açoriana”.

“O CNE na região, consciente das particularidades do fenómeno da globalização e por ser um movimento de fraternidade mundial da forma que se afigure compatível com os princípios, método, pospostas e acção do escutismo, compromete-se a apoiar e integrar todos os jovens imigrantes que queiram voluntariamente aderir e livremente obedecer aos regulamentos e normas escutistas”, assenta o acordo.

Caixa

Encontro Ecuménico

O responsável pelo Serviço Diocesano de Apoio à Mobilidade Humana, relembra que no próximo Domingo, pelas 17H00, na Igreja da Misericórdia de Angra, vai realizar-se um “importante Encontro Ecuménico”.
O Padre Costa Freitas conta que nele participarão vários membros das comunidades católicas, muçulmanas, ortodoxas, protestantes e de outras associações espirituais da Ásia existentes na ilha Terceira.
Além da leitura de textos, poemas e de música, a cerimónia contará ainda com vários actos simbólicos, como a largada de balões e de pombas, além do lançar de pétalas e da entrega de flores a todos os participantes.