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HOMENAGEM A FAUSTINO BORBA - Associação de Futebol inaugura auditório
Terça-feira, 02.26.2008, 08:34pm (GMT-1)
A Associação de Futebol de Angra do Heroísmo (AFAH) vai inaugurar hoje, pelas 19h30, na sua sede na Rua dos Artistas, o auditório “ António Faustino de Borba”.
De acordo com Francisco Costa, presidente da AFAH, esta homenagem é totalmente merecida merecida. “O Faustino já deu mais de 40 anos ao futebol e mais de 30 como dirigente desta Associação, sempre muito atento a todos os problemas”.
Pelo auditório, que agora passará a ter o nome de António Faustino Borba, “passa muito do futebol destas ilhas, ao nível da formação de treinadores, de massagistas, e o Faustino esteve também envolvido em tudo isso”.
A sala acolhe também as fotos de todos os sócios honorários da AFAH, um pedaço de história de todos aqueles que “benevolamente serviram o futebol”, afirma o líder da AFAH.
Numa altura em que se homenageia um dos mais ilustres dirigentes da sua história, o presidente da AFAH faz um retrato pouco animador do dirigismo desportivo a nível regional:
“ O dirigente é visto como o mau feitor de todos os males do desporto e do futebol em particular. Os dirigentes que aparecem nas notícias não se aplicam ao futebol amador, em que o dirigente é sério e honesto e sente-se ofendido por ser incluído no mesmo saco dos outros. As pessoas que estão no futebol amador dão tudo e nada recebem”.
Perante esta situação torna-se difícil cativar pessoas para o dirigismo, situação que, segundo o líder da AFAH, só será invertida quando se avançar com o há muito prometido Estatuto do Dirigente Desportivo.
“Já se fala há muito [no Estatuto], mas até hoje ninguém teve coragem de o fazer. No meu entender, se houver vontade facilmente chegamos a um entendimento”.
Para Francisco Costa, incentivos fiscais e na contagem dos anos para a reforma seriam propostas que tornariam a função de dirigente desportivo mais atractiva, para além de um maior apoio aos clubes, que não passa apenas pelo financeiro.
“Não é dar dinheiro aos clubes que resolve todos os problemas. O apoio material, em termos de transportes terrestres, de pequenos centros médicos, tudo isso faz parte das necessidades de quem está todos os dias nos clubes”, considera o presidente da AFAH. “ Falo por exemplo de arranjar uma linha de apoio financeiro a uma instituição para libertar os clubes de pagar o policiamento dos jogos. Já tenho tentado junto das autarquias e nada, e não se tratam de verbas muito elevadas pois a Associação de Futebol também entraria nisso”.
A União
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