Fonte da SATA, em exclusivo a este jornal, refere as mais-valias da medida para a melhoria contínua no serviço prestado. A iniciativa é da responsabilidade da Associação Internacional do Transporte Aéreo.
A data acordada para o fim dos bilhetes de aviação em papel é o dia 1 de Junho, uma medida levada a cabo pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA).
O anúncio do fim dos bilhetes físicos foi encarado pela SATA “como um desafio”, segundo revelou fonte da empresa, em exclusivo, a este jornal. A transportadora aérea açoriana reconhece que esta medida “é importante para a melhoria contínua no serviço prestado, junto dos nossos passageiros e para a política ambiental, que tem vindo a ser implementada a vários níveis”.
“O bilhete electrónico permite um ganho em termos de tempo e flexibilidade aos nossos passageiros na aquisição do bilhete. Com este novo formato de bilhete, elimina-se a possibilidade de extravio ou perda do mesmo. Todos os dados relativos aos passageiros e percurso que irão efectuar, encontram-se a salvo nos sistemas”, defende ainda a mesma fonte.
Relativamente ao papel, o bilhete electrónico permite uma maior comodidade para os passageiros, uma vez que permite efectuar reservas com pouca antecedência, alterações de reserva à última hora e a taxa de emissão de um bilhete electrónico é inferior à do bilhete em papel.
A IATA iniciou o programa que agora está prestes a completar-se em 2004. O programa inclui outras componentes também em marcha, como a introdução de quiosques de check-in auto nos aeroportos, introdução de sistemas de RFID ou digitalização do processo de transferência de documentos também para o transporte de mercadorias, áreas de intervenção menos avançadas na concretização mas que contribuirão para duplicar o valor de poupanças anuais estimado.
Em relação a estas medidas, a fonte da SATA refere que “existe, cada vez mais, uma preocupação por parte das companhias aéreas em diminuir os tempos de espera junto dos balcões de check-in. A implementação de quiosques de check-in auto nos aeroportos e introdução de sistemas de RFID é uma possibilidade em estudo”.
Segundo o jornaldiario apurou, o bilhete electrónico tem sido bem aceite pelos passageiros da SATA. “Relativamente à implementação deste sistema de emissão de bilhete, houve inicialmente uma fase de maturação por parte dos nossos passageiros no entanto, a procura e venda de bilhetes neste formato, tem vindo a crescer consideravelmente”, remata a fonte da transportadora aérea açoriana.
A IATA estima poupanças de 3 mil milhões de dólares anuais.