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Desenvolvimento humano começa na infância


Quarta-feira, 04.16.2008, 12:50pm (GMT-1)

A afirmação é de Isabel Almeida Rodrigues, assessora de Carlos César para os Assuntos Sociais. O Governo pretende “melhores condições de trabalho” para as comissões de protecção de crianças nos Açores.

“A nossa preocupação é assegurar às comissões as melhores condições de trabalho”. A garantia é dada pelo Governo Regional às 18 comissões de protecção de crianças e jovens em risco instaladas no Arquipélago.
Esta terça-feira decorreu, na Horta, uma reunião do Executivo açoriano com a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) e com todas as comissões instaladas nos Açores.

Esta reunião teve como objectivo “debater um conjunto de matérias importantes que têm a ver essencialmente com o funcionamento das comissões de protecção e com o seu volume processual”.
A assessora do presidente do Governo para os Assuntos Sociais, Isabel Almeida Rodrigues referiu que “não há desenvolvimento humano sem investimento na infância” e revelou que o Executivo açoriano já tem, neste domínio, “a radiografia do Arquipélago” referente a 2007. “Importa agora garantir um bom funcionamento das comissões, já que a qualidade de intervenção nesta matéria é determinante no impacto positivo, ou não, que a mesma tem na vida das crianças”, referiu.

Para Isabel Almeida Rodrigues, o facto de haver eventualmente nas ilhas um número considerável de crianças intervencionadas significa somente que, hoje em dia, “estamos todos mais atentos e já não toleramos” certos comportamentos.
“A comunidade tornou-se mais exigente e o que hoje se entende por violação dos Direitos da Criança não tem seguramente nada a ver com o que se entendia por violação há dez ou vinte anos atrás”, observou aquela assessora do presidente do Governo.

Conforme referiu, mais do que o número de processos, o que preocupa o Governo é que, em tempo útil para a vida da criança, “a intervenção possa não só afastar todos os perigos que se verificaram, mas ajudar à recuperação da criança, da sua célula familiar e a contribuir para o seu pleno desenvolvimento”.

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