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CAMPANHA DE VERÃO -Leite desce dois cêntimos ao produtor terceirense Quarta-feira, 05.27.2009, 03:08pm (GMT-1) A União das Cooperativas de Lacticínios da Ilha Terceira (Unicol) vai pagar menos dois cêntimos por litro de leite pago produtor na campanha de Verão, que se inicia amanhã.
A indústria terceirense mantém a política da sazonalidade aplicada ao sector (um preço para os meses de Inverno e outro Verão) e desce de 26,75 cêntimos (preço em vigor desde Janeiro) para 24,75. O nosso jornal apurou, que a Unicol “não prevê mais nenhuma descida do preço do leite durante a campanha de Verão” (último dia de Agosto). Todavia, as oscilações nos mercados internacionais podem ditar novas regras. Quanto à ilha de São Miguel, ontem à noite, em Assembleia-Geral, a Unileite decidiu baixar o preço na campanha de Verão. A Insulac, outra indústria da ilha de S. Miguel, já decidiu retirar aos lavradores cinco cêntimos e a Bell deverá reduzir apenas dois cêntimos e meio em cada litro, nos seis meses de Verão. Na ilha de São Miguel, existem cerca de 1 700 produtores de leite, cercam de 700 entregam na Unileite, 850 na Bell e os restantes na Insulac e Prolacto. Os produtores micaelenses estão preocupados com a decisão tomada pela Insulac - Produtos Lácteos Açoreanos, S.A. de reduzir em cinco cêntimos o preço do litro de leite à produção, na campanha que começa amanhã. Na tradição da sazonalidade o que acontecia era que a indústria baixava um cêntimo no frio e 0.90 cêntimos na qualidade, mas agora a decisão passa por baixar cinco cêntimos. O presidente da Federação Agrícola dos Açores prevê um futuro negro para o sector e alega ainda que será difícil à produção suportar uma descida desta natureza, principalmente porque os factores de produção não baixaram o suficiente, o que significa que os produtores têm despesas acrescidas e os rendimentos a baixarem. Esta situação, no entender de Jorge Rita, fará com que algumas empresas, com menos condições financeiras, fiquem descapitalizadas e em situações extremas pode haver mesmo algumas falências. A Federação pede mesmo uma intervenção activa do Executivo açoriano em todo este processo. Uma das medidas defendidas junto do governo é a “a duplicação das linhas de crédito anunciadas, bem como a criação de uma outra com juros bonificados para garantir o fundo de maneio das explorações”. Para os agricultores sem estas medidas, a crise que ainda vai chegar “com maior força ao arquipélago e a retracção nas compras por parte dos consumidores muitos produtores vão à falência”. Entretanto, a tutela da agricultura já afirmou que a indústria de lacticínios “não deve transferir para os produtores, e apenas para os produtores, todas as dificuldades que o mercado apresenta neste momento”. Noé Rodrigues reagiu assim à anunciada intenção de alguns industriais de baixarem significativamente o preço do leite à produção durante a campanha de Verão. Segundo referiu, “é imoral para alguma indústria que o faça desta maneira”, já que, nos últimos dois anos, e na presença de “amplos benefícios do mercado”, também não os “fez reflectir na produção”. A Federação Agrícola dos Açores crítica ainda “a falta de solidariedade da indústria de lacticínios ao impor uma elevada redução do preço do leite”. |
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