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INAUGURADO EM JANEIRO - Talho da Associação Agrícola abre daqui a uma semana Domingo, 04.01.2007, 11:53am (GMT-1) Os terceirenses serão os primeiros açorianos a poder adquirir, cozinhar e degustar a “Carne dos Açores IGP” (Indicação Geográfica Protegida). Isto porque dentro de uma semana vai, finalmente, abrir ao público o recém inaugurado talho da AAIT (Associação Agrícola da Ilha Terceira).
Pedro Ferreira A “a União” apurou junto da direcção da representação dos lavradores da ilha Terceira que hoje (quarta-feira, dia 28 de Fevereiro) “vai ser levantada a licença de exploração do talho e será entregue a concessão do espaço ao parceiro escolhido”. Paulo Simões, presidente da direcção da AAIT afirmou à nossa reportagem que “dentro de uma semana, o mais tardar uma semana e meia, será aberto ao público terceirense o nosso talho”, justificando o atraso superior a um mês, relativamente à data da inauguração oficial da infraestrtutura, com a obtenção das licenças, solicitação de propostas de exploração, análise das mesmas a que se junta a realização de um acto eleitoral e tomada de posse dos novos corpos sociais da associação. Relembre-se que a inauguração do talho aconteceu a 09 de Janeiro passado, tendo que as eleições no organismo decorrido no dia seguinte e a posse conferida aos eleitos a 16 de Janeiro. Apenas depois destes actos é que a direcção avançou com o processo de consulta a quatro parceiros que foram seleccionados para a eventual atribuição da exploração do talho associativo, concessão esta que será atribuída ainda durante o dia de hoje, mas que não foi revelada por Paulo Simões. “Tivemos muito cuidado na escolha dos possíveis parceiros, uma vez que se tivesse sido lançado um concurso público correríamos sempre os riscos da proposta vencedora nos apresentar números muito interessantes, mas ao cabo de três ou quatro meses de exercício e porta aberta alegar que a actividade não era viável e nos deixar ficar mal”, considerou o líder da lavoura terceirense. Justificados os motivos deste ligeiro atraso, a AAIT afiança que “no nosso talho vamos vender qualidade, desde logo, com a carne IGP”, mas, ressalvam os seus dirigentes, “os preços não vão variar muito do que são praticados no mercado do sector a nível local”, apesar de estarmos a falar de uma carne que no seu processo de produção exige a dispensa de montantes mais avolumados em factores de produção. Importa, também, esclarecer que o Talho da AAIT será, para já, o único dos Açores a comercializar, internamente, a carne demarcada da Região, uma vez que responde a uma série de obrigações legais impostas por um caderno de especificações bastante vasto. Desde logo, uma das exigências de maior relevância prende-se com o facto de ser necessário que o talho tenha a sua própria sala de desmancha, o que, para a maioria dos talhos comerciais da nossa praça, é demasiado dispendioso. Empresários do sector reagem “assim-assim” Aliás, instados alguns dos talhos terceirenses sobre a abertura de semelhante espaço sob a alçada da Associação Agrícola, as posições divergem. Se por um lado existem empresários do ramo que não se incomodam muito com tal facto, outros hão que se mostram insatisfeitos com o facto de, pelo menos, não ter sido dada hipótese de exploração da infraestrutura. Comercialmente falando, para já, os empresários do sector não se mostram muito preocupados com a abertura desta nova botique de carnes, uma vez que as expectativas iniciais apontam para a comercializam da carne de Indicação Geográfica Protegida. A própria direcção da AAIT assume à nossa reportagem que “nunca” recebeu qualquer reclamação/queixa de empresários responsáveis por outros talhos na ilha Terceira. Uma questão de orgulho Com a inauguração de um talho, a Associação Agrícola da Ilha Terceira cumpre uma velha aspiração. O investimento que ascendeu a mais de 100 mil euros, resultou na edificação junto à sede da associação, na Avenida Álvaro Martins Homem, de um talho “muito bem equipado”. Ao longo de um espaço com cerca de 200 metros quadrados, a nova infra-estrutura dispõe de uma pequena sala de desmanche, câmara de frio e posto de venda. Hotéis terceirenses querem carne IGP Para além da grande curiosidade que está a levantar junto dos terceirenses a “Carne dos Açores IGP”, existem já vários restaurantes que estão disponíveis para avançar para a confecção da nossa mais particular carne. Por exemplo, em Angra do Heroísmo, segundo conseguimos apurar, as unidades hoteleiras de maior dimensão estão interessadas em começar a disponibilizar nas suas salas de refeição pratos confeccionados à base da Carne IGP. Para além de referenciarem que assim dão maior visibilidade aos produtos da zona geográfica onde estão inseridas, as gerências dos hotéis consideram que estão a contribuir também para um aumento de procura pelos seus restaurantes, pois, na generalidade das vezes, os turistas, essencialmente, procuram sempre conhecer a cultura gastronómica dos Açores. Ou seja, se exceptuarmos o peixe que muita saída tem, principalmente juntos dos nórdicos, a partir de agora a carne certificada como IGP vai passar a ser solicitada com grande intensidade. |
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