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Presidente-adjunto do Santa Clara bate com a porta
Quinta-feira, 05.03.2007, 11:06pm (GMT-1)
“Verifico com muita surpresa e tristeza que se está a apostar claramente nas continuadas práticas do passado, que não aceito, nem estou disponível a alimentar”, diz Mário Batista.
“Não alinho em jogadas de bastidores.” É desta forma que Mário Batista justifica, ao jornaldiario, o seu pedido de demissão da direcção do Santa Clara. Por detrás desta decisão do até agora presidente-adjunto estarão, como o próprio indica, “factores de diversa ordem, sendo que nunca fui uma pessoa que alinhasse em jogadas menos transparentes”.
No documento enviado aos membros da direcção, Mário Batista refere que “face aos acontecimentos ocorridos na reunião de 24 de Abril de 2007, verifico com muita surpresa e tristeza que se está a apostar claramente nas continuadas práticas do passado, que não aceito, nem estou disponível a alimentar”. O Santa Clara vive, assim, novo momento conturbado. Em termos desportivos, a equipa hipotecou as poucas hipóteses que tinha de subir de divisão, no passado domingo, com a derrota frente ao Varzim, no Estádio de S. Miguel. Os encarnados ficaram a nove pontos da posição que permite ascender à bwin Liga.
Por outro lado, também no aspecto financeiro as coisas continuam complicadas. Esta semana ficou a saber-se que os atletas do plantel profissional ainda não receberam o ordenado referente ao mês de Março, algo que, segundo o presidente da direcção, está a ser tratado, nomeadamente através de negociações que decorrem junto do Banco Comercial dos Açores, por via da hipoteca dos terrenos do complexo desportivo do clube.
Eleita no último trimestre do ano passado, a direcção de Cruz Marques sofre agora o primeiro revés com a saída de uma das vozes que, ao longo dos últimos anos, foi das mais críticas em relação ao trabalho das anteriores direcções lideradas por Paulino Pavão.
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