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EM QUATRO MESES - Vinte e oito projectos concorrem ao microcrédito
Sexta-feira, 04.13.2007, 10:19am (GMT-1)
Vinte e oito projectos candidataram-se ao regime de microcrédito bancário, criado há quatro meses pelo Governo açoriano para apoiar iniciativas empresariais de pessoas com dificuldades de integração social e económica.
Foto: GACS/a União
Na assinatura ontem de um protocolo com o Banco Espírito Santo dos Açores, que formalizou a adesão da instituição financeira ao regime, o secretário regional da Economia adiantou que a grande maioria dos projectos apresentados está voltado para negócios na área de Serviços, com 14 das 28 candidaturas, seguindo-se o Comércio com seis, e a Restauração com cinco.
Salões de cabeleireiro e de estética, reparação de material informático, decoração de interiores ou prestação de serviços de limpeza são alguns dos projectos apresentados na área dos Serviços, disse Duarte Ponte, que considerou "interessante" o número de candidaturas já apresentados, decorridos quatro meses desde que o regime está disponível nos Açores.
Além destes, Duarte Ponte disse existirem, ainda, projectos nas áreas da agricultura, indústria transformadora e animação turística. O governante precisou que, do total das 28 candidaturas que deram entrada na direcção regional de Apoio à Coesão Económica, 15 são da ilha de São Miguel, 11 da Terceira, uma das Flores e uma de Santa Maria. Segundo Duarte Ponte, destas candidaturas, 19 foram apresentadas por mulheres e nove por homens e quatro por cidadãos estrangeiros (um brasileiro e três ucranianos).
"Há que apostar nas pessoas que estão mais fragilizadas e que não estão, actualmente, empregadas, mas com capacidade para criar o seu próprio emprego", sublinhou o secretário regional da Economia, para quem é necessário "um envolvimento e parceria" entre todas as instituições de forma "a cativar" este público alvo para a vida activa. O acesso ao regime de apoio ao microcrédito bancário está disponível nos Açores desde 30 de Novembro de 2006 e visa aproveitar o potencial e a vontade empreendedora de pessoas com dificuldades de integração social e económica, permitindo a concretização de iniciativas geradoras de riqueza e de emprego.
Neste âmbito, o secretário regional da Economia disse que, com a entrada do BESA, outras entidades bancárias se seguirão de forma a incluir a banca neste tipo de crédito, que não poderá ultrapassar os 15 mil euros.
Em contrapartida, o executivo açoriano garante uma quota-parte da responsabilidade no risco do empréstimo. O presidente da comissão executiva do BESA garantiu que a instituição bancária "vai empenhar-se fortemente" na divulgação do instrumento que pode "resolver alguns problemas de natureza social". "Pensamos logo em aderir ao regime, pois esta fórmula de crédito irá permitir que pessoas com carências especiais, mas de elevado potencial, possam também ter acesso ao crédito", concluiu Gualter Furtado.
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