|
Três mil jovens integram mercado de trabalho açoriano anualmente
Segunda-feira, 06.04.2007, 04:45pm (GMT-1)
O Governo Regional apresenta hoje, em Lisboa, as políticas de emprego para o período 2007/2013, das quais se destaca a aposta na investigação e no reforço da entidade empreendedora dos jovens.
O director regional do Trabalho e Qualificação Profissional vai apresentar hoje, em Lisboa, no plenário do Observatório Nacional do Emprego e Formação Profissional, a estratégia açoriana para a empregabilidade no período 2007/2013, da qual se destaca o programa operacional Pro-Emprego.
A este jornaldiario, Rui Bettencourt antecipou aquilo que será apresentado no decorrer do encontro. “As linhas que serão apresentadas assentam sobretudo na continuidade do trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos que, aliás, tem despertado alguma curiosidade dos nossos parceiros nacionais, nomeadamente por parte do Observatório do Emprego, que é constituído pelo Governo da República e pelo tecido empresarial nacional. Estas entidades têm demonstrado algum interesse em saber como é que, desde 1998, temos conseguido manter a mais baixa taxa de desemprego do País e como é que se verificou um aumento no número de empresas, mais 25% em dez anos.”
Sobre as novas políticas a desenvolver, o director regional afirma que “pretendemos introduzir a investigação e o desenvolvimento, reforçar o empreendedorismo junto dos jovens, fazer um diagnóstico estratégico do tecido empresarial açoriano e alargar os planos de formação aos activos existentes. Estas novas políticas surgem porque atingimos um patamar, na empregabilidade, que obriga a que passemos ao nível seguinte.”
Rui Bettencourt diz que “a abrangência do novo plano será muito maior. Todos os anos chegam ao mercado de trabalho açoriano 3.000 jovens e, como tal, o trabalho dos últimos dez anos tinha de forçosamente passar pela formação. Agora que estamos no patamar seguinte queremos, por um lado, dar empregabilidade aos jovens que chegam ao mercado de trabalho mas, também, aos que já trabalham condições para sejam melhores profissionais e, como tal, mais procurados pelas empresas.”
Considerando que o plano e as metas, para os próximos anos, são muito ambiciosos, o governante diz que “só com boas políticas de emprego é que se pode melhorar o tecido económico açoriano”.
|