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Desempenho da economia açoriana poderia ser mais notório
Segunda-feira, 06.04.2007, 04:46pm (GMT-1)
O vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, defendeu que há constrangimentos que impedem que a economia açoriana tenha um desempenho mais notório.
A economia açoriana tem que ser “consistente, diversificada, sustentável e com intensidade estrutural”, apesar das inúmeras condicionantes à competitividade, disse ontem, em Angra do Heroísmo, o vice-presidente do Governo Regional.
Falando na sessão de abertura das Jornadas Ibero-Atlânticas de Estatísticas Regionais, a que presidiu, Sérgio Ávila elencou alguns desses constrangimentos que impedem, a par da opção governamental de investir no desenvolvimento de todas as ilhas e não apenas nas de maior dimensão de mercado (S. Miguel e Terceira), que a economia dos Açores “tenha um desempenho ainda mais notório”.
Entre esses sobrecustos, advindos da realidade arquipelágica da Região, destacou o mercado interno “reduzido e constituído por nove micromercados, distantes dos principais centros consumidores”, que dificulta o aproveitamento de economias de escala na produção económica.
A dispersão demográfica e a movimentação de pessoas e produções a fazer-se obrigatoriamente por via marítima e aérea são outros factores que aumentam “as necessidades de investimento público numa rede complexa e onerosa de equipamentos e infra-estruturas económicas (estradas, portos e respectivos equipamentos, aeroportos e respectivas aerogares)”, disse também o vice-presidente do Governo.
Mesmo assim, salientou Sérgio Ávila, “segundo os últimos números do PIB regional divulgados pelo INE, os Açores foram a Região do País com a maior taxa de crescimento nominal (7,0%) a nível nacional no período de 2000 a 2003, tendo registado, nesse mesmo período, um crescimento real de 2,9%, quatro vezes superior à taxa nacional, confirmando um processo acentuado de convergência da economia regional à média nacional, situando-se em 2004, no índice 88, já superior às regiões Centro e Norte”.
O governante revelou, também, que nos dados preliminares de 2004 se verifica igualmente “um crescimento nominal superior à média nacional, permitindo indiciar mais um ano de dinamismo e de evolução positiva da economia regional”. Relativamente à produtividade, os Açores registam, em 2004, um índice de 104 ultrapassando a média nacional e, das 30 regiões NUTS III do País, só cinco delas têm uma produtividade superior ao Arquipélago.
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