FÓRUM DAS PROFISSÕES Novos desafios para a formação profissional
Quarta-feira, 05.27.2009, 02:54pm (GMT-1)
As escolas profissionais vão enfrentar novos desafios e maiores exigências na próxima década.
O presidente da Associação Nacional do Ensino Profissional (ANESPO) defendeu, ontem, na Praia da Vitória, na abertura do Fórum das Profissões, que a actualização da oferta formativa das escolas profissionais deve ter em conta as necessidades das empresas.
Para José Luís Presa o objectivo é valorizar "a qualidade das escolas e inserção destes profissionais no mercado de trabalho".
Actualmente 37 mil alunos frequentam as Escolas Profissionais, representando cerca de 12 por cento dos alunos do ensino secundário e cerca de 35 por cento dos alunos que escolhem a via profissional de ensino.
A ANESPO considera viável crescer até aos 60 mil alunos nos próximos cinco anos para passar a representar cerca de 15 por cento dos alunos do ensino secundário.
O presidente da ANESPO considerou que a região esteve sempre na primeira linha no que toca à formação profissional e por isso se encontra mais bem preparada para os novos desafios.
O governo dos Açores, através do director regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor, garantiu que continua empenhado na formação de mais activos profissionais e na certificação dos que “já estão no terreno”, por considerar essas medidas como essenciais ao desenvolvimento da Região.
Na cerimónia de abertura do Fórum das Profissões 2009/2010, que decorre até hoje, no Auditório do Ramo Grande, Rui Bettencourt adiantou que a Região necessita de formar mais 70 mil activos, enquanto aplica mecanismos de certificação profissional a trabalhadores de diversas áreas, proporcionando-lhes “melhores remunerações e mais reconhecimento no mercado de trabalho”.
O director regional anunciou que hoje já 20% da população empregada é oriunda do ensino profissional devendo essa percentagem subir para 25, dentro de dois anos, e para 45% no prazo de uma década.
Rui Bettencourt reconheceu o papel fulcral das Escolas Profissionais no processo de capacitação e orientação profissionais verificados nos últimos 12 anos, aumentando o número destes estabelecimentos de ensino de “dois ou três para os 18 que agora temos” e proporcionando uma variedade de cursos “com alta empregabilidade”.
O director regional referiu, ainda, o trabalho do Observatório do Emprego, nomeadamente na pesquisa, junto das empresas, das áreas em que serão necessários mais colaboradores, permitindo adequar, assim, a oferta de cursos às reais necessidades do mercado de trabalho.
Nesse campo, Rui Bettencourt lembrou, ainda, o papel importante da figura do tutor, nas escolas, por fazer a ligação entre as opções de formação dos alunos e as necessidades das empresas, em termos de mão-de-obra.
Este Fórum, iniciativa da ANESPO e da Escola Profissional da Praia, está a debater temáticas relacionadas com “o Impacto da Formação Profissional na Economia Regional (experiências nas ilhas da Macaronésia)”, “Percursos Formativos de Dupla Certificação” e “Estratégias de Ajustamento entre a Oferta e a Procura”.
Paralelamente a organização promove, na Associação Humanitária de Bombeiros da Praia da Vitória, uma Exposição da Oferta de Cursos de Ensino Profissional e Pós–Secundário, para o ano lectivo de 2009/2010 que estará patente ao público até hoje.
No encontro participam profissionais e responsáveis políticos do continente português, Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
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