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DO CONCELHO DE ANGRA - Escolas sobrelotadas vão redistribuir alunos
Quarta-feira, 05.27.2009, 02:58pm (GMT-1)

As Escolas Básica e Secundária Tomás e Borba, Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade e Básica Integrada de Angra do Heroísmo estão na mira da tutela para a redistribuição de alunos em situação de sobrelotação.

Até entrarem em funcionamento as novas escolas do concelho de Angra, em São Sebastião, Ribeirinha e Santa Bárbara, os próximos três a quatro anos serão complicados na gestão do corpo discente e docente.

São três as escolas com as quais a tutela da Educação vai encetar reuniões, no próximo mês, para resolver o problema da sobrelotação de alunos: Básica e Secundária Tomás e Borba, Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade e Básica Integrada de Angra do Heroísmo.

Nos dois primeiros casos, a sobrelotação atinge os cerca de 400 e 200 alunos a mais respectivamente, em relação à capacidade do estabelecimento.

Atingir uma “distribuição equitativa” dos alunos é o objectivo, disse a directora regional da Educação (DRE) ao nosso jornal que adiantou ter agendado para Abril uma reunião com os três conselhos executivos destas escolas para debater o assunto e tomar decisões sobre que turmas, anos, ciclos ou escolas mudam de unidade orgânica.

Até à entrada em funcionamento das três novas escolas projectadas para o concelho de Angra do Heroísmo, – em Sebastião, Ribeirinha e Santa Barbara –, pretende-se implementar uma situação que, embora de transição, minimize as dificuldades da lotação excessiva.

São Carlos em “situação grave”

O presidente da comissão executiva instaladora da Tomás e Borba referiu que a “situação é grave” na nova escola de São Carlos, actualmente a leccionar com 1643 alunos (1180 do ensino regular e 463 do artístico) quando a sua capacidade é de 1200 estudantes, ou seja, a funcionar com mais 443 alunos.

“Segundo dados da inspecção regional da Educação somos a única escola com turmas com mais de 25 alunos”, reforçou, acrescendo que, em média, as turmas têm 28 a 29 alunos.

“É preciso inverter esta situação”, disse Augusto Oliveira, que adiantou já ter uma proposta para apresentar à DRE, sem querer adiantar todos os pormenores.

O responsável admite ter havido um “erro na planificação” da nova escola e que se trata de “uma obrigação” a tutela resolver a situação.

Uma das medidas imediatas que a comissão executiva propõe já no próximo ano lectivo vai para a não aceitação de inscrições, uma vez que têm a previsão de receberem mais 200 alunos oriundos da unidade orgânica que compõe a Tomás de Borba.

“Para o ano, só vamos ter 22 alunos a sair da escola por conclusão do secundário”, conta e só daqui a três anos, com as novas escolas, é que a “situação vai estabilizar”.

Numa segunda fase, explicou, apenas entrará uma turma do pré-escolar, uma do primeiro ciclo com alunos da área da residência, seis turmas do 5.ºano e duas do 5.º ano do ensino artístico integrado.

Secundária de Angra ainda em módulos

Contactado pelo nosso jornal, o vice-presidente do conselho executivo da Secundária de Angra, João Rocha deixa antever que “os próximos três anos vão ser complicados”, até à regularização do parque escolar com as novas infra-estruturas escolares.

As novas escola, salientou “vão desviar os alunos do 3.º ciclo”.

A Jerónimo de Andrade, com capacidade para 1400 alunos, detém hoje cerca de 1650 alunos, ou seja, tem 250 alunos a mais.

“A redução implica a não aceitação de inscrições de alunos do 7.º ano”, explicou o responsável que refere que o “ideal” seria que a básica integrada de Angra “voltasse a receber o 3.º ciclo, como já teve há 4 ou 5 anos”.

João Rocha conta que as turmas na secundária de Angra “nunca são, em média, inferiores a 25 alunos”, existindo disciplinas no secundário com 30 alunos.

Questionado, o principal problema da secundária reside na manutenção de módulos para o exercício da leccionação: “já demolimos metade, mas infelizmente ainda temos aulas nos módulos”.

Ciclo de Angra na indefinição

João Mateus, presidente do conselho Executivo da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo refere que “qualquer reajustamento depende do que se pretende em termos pedagógicos para a escola”.

“Qualquer análise tem de ter em conta a metodologia de ensino pretendida”, disse.

Não referindo quantos alunos o edifício de São Bento possui actualmente, o responsável contabilizou a população global que a integrada serve: cerca de 2.135 alunos

Há cerca de seis anos, o ciclo de Angra já serviu um universo máximo de “1530 alunos, com 60 turmas, em que sete turmas, nalguns dias, apenas tinham aulas de manhã ou à tarde por falta de espaço”.

O responsável reconheceu que “existe margem” para receber mais alunos, porém é peremptório: “sou contra soluções temporárias”, por afectarem, explicou, o projecto educativo da escola, bem como a situação do corpo docente.