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Os “visigordos” não desapareceram Quinta-feira, 05.03.2007, 11:02pm (GMT-1) Chegaram à Península Ibérica através dos Pirenéus no início do século V. Enviados por Honório, imperador do Ocidente para estabelecer ordem na Península invadida pelos Vândalos, Suevos e Alanos. Ou seja: uma salseirada parecida com o nosso PREC pós 25 de Abril.
Em 585, o reino visigótico anexou o reino suevo. Coisa que os espanhóis não nos conseguiram fazer. Os visigodos seguiam o ariano, Ricardo abjurou a religião ariana em 587 tomaram a religião católica como religião oficial do Estado. Este reinado esforçou-se para que se concretizasse a unificação do direito romano com o visigótico. Em 684 promulgaram um código uno, o Liber Judiciorum: 12 livros de leis inspiradas no direito romano. A monarquia visigótica era electiva; o rei era escolhido pelos nobres, o que provocava grandes disputas entre as famílias mais poderosas, enfraquecendo a monarquia. Mesmo que dominassem política e administrativamente o território peninsular, os Visigodos nunca foram capazes de realizar uma colonização, já que eram, em número, inferiores à restante população da região. O reinado visigodo sucumbiu à invasão muçulmana da Península sucedida em 711. A península que se situa na parte ocidental da Europa e que compreende dois países: Espanha e Portugal. É conhecida por península Ibérica, mas nos tratados é muitas vezes chamada Península Hispânica. Esta Península cujas populações estabelecidas nas regiões montanhosas do norte e centro da Península Ibérica; julga-se que resulta da miscigenação dos Celtas e dos Iberos que se opuseram à romanização da Península até serem vencidos em 133 a.C. E, por isso mesmo, encontramos descendentes dos faraós do antigo Egipto entre nós populares nados e criados nos Açores. Os Iberos ocuparam a Península por ocasião da conquista romana. A sua origem é desconhecida. Mas sabe-se que a sua cultura floresceu a partir do século VI a.C. mercê dos contractos com os Fenícios e os Gregos. A invasão pelos Celtas viria a dar lugar da miscigenação dos dois povos, de que resultaram os Celtiberos. Após a invasão muçulmana. Os historiadores dividem-se quanto à forma como se processou a reconquista. Torcato Soares e Sanchez Alvernaz atribuem à Reconquista um carácter de luta contínua, religiosa e nacional. Outros autores, como Ortega y Gassete e Atamira, consideram a Reconquista em processo tardio e resultante da ideia francesa. Finalmente, Américo Castro nega que a Reconquista seja um processo contínuo e chama a atenção para os aspectos culturais e políticos resultante dos contactos entre os dois lados. Os muçulmanos, apesar de todos os vestígios deixados na Península Ibérica nunca se fundiram com as populações autóctones e foram sempre considerados como invasores, apesar de quase oito séculos de permanência na Península Ibérica. O papel desempenhado pela religião no processo da Reconquista foi muito importante. Por compartilharem a mesma religião, uniram-se grupos diversos com Árabes, Berberes e Bascos, Francos, Godos, Satures e Iberos; pela diferença religiosa, foi sempre impedida a assimilação. Das alianças entre Bascos dos Pirenéus e os Francos derivaram os reinos de Navarra e Aragão e o condado da Catalunha, cuja descendência encontrasse nas várias famílias açorianas. Nas Astúrias, D. Afonso III, aproveitando os conflitos entre Árabes e Berberes, garantiu a sua defesa graças a uma táctica de destruição e despovoamento no encaminhamento que se estenderia até ao Douro. No tempo de Afonso III (886-910) o reino das Astúrias alargou-se até ao Mondego o repovoado Portucalense, Coimbra, Viseu, Lamego e Leão (que viria a tornar-se a capital do reino em 914). No século X a luta abrandou, até que Almançar dirigiu uma serie de campanhas destemidas (981-1002) que fizeram recuar a fronteira até ao Douro. No século XI Fernando Magno leva a fronteira até ao Mondego (1064) e em finais deste século Afonso VI alcança o Rio Tejo (1085). Durante este século desenvolve-se o método de alianças e protectorados com os príncipes muçulmanos. No século XII a reconquista foi conduzida mais intensificada com actuação política que visava desenvolver os reinos de Portugal, Leão, Castela e Aragão... Ao processo da reconquista deve-se, em grande parte ao fortalecimento do poder central e enfraquecimentos das classes dominantes. À nobreza foi retirado o privilégio de fazer a guerra; o aparecimento da burguesia enquanto classe, foi retardado e as ordens militares religiosas conseguiram enorme poderio económico. É também o processo da reconquista que permite perceber a formação dos diversos reinos da Península Ibérica. Agora, com o início do reinado socrático podemos concluir que entramos numa nova era. A era do Reino dos Visigordos Socialistas e chegados. Bibliografia consultada: Diciopédia Porto Editora. |
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