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Opinião
 

Maddie e as outras crianças


Segunda-feira, 06.04.2007, 04:41pm (GMT-1)

É nítido o mal-estar de vastas camadas da população mundial, onde os prometidos benefícios da globalização parecem pender para um dos lados da balança, criando ainda mais fossos de injustiça, que é de bradar aos céus.
Apesar de todas as promessas de combate á pobreza e de mil formas de exploração dos mais frágeis, são cada vez mais os que precisam da voz de alguém para os defender.

Após a queda do Muro de Berlim e do fim da Guerra-Fria que findou, mas não das novas formas de guerra e de violência, mesmo que dissimuladas sob a forma de imposição de uma nova ordem internacional. Verdade se diga que a Paz está comprometida em muitas frentes de batalha, por causa de fundamentalismos de sentidos diversos.
Afrontados nos nossos valores, dentro da nossa própria terra, onde os que nos deveriam defender, têm a tentação de bajular os poderosos, sobretudo quando a moeda de troca é monetária. Há quem venda tudo ou pretenda vender tudo e todos, sem atender à dignidade da pessoa humana.

O tráfico, não apenas de substâncias elícitas, mas dos novos escravos, não já os negreiros de outrora, parece ganhar foros de branqueamento, quando a nota é choruda. Não faltam os lobbies nos corredores do poder, a manteigar uns tantos para fazerem vista grossa, às fronteiras, que se foram, do razoável e do aceitável.

Nem todos têm a mediatização da Maddie, nem a sorte de uns milionários subitamente tornados benfeitores da sua procura. Centenas de Maddies desaparecem todos os dias, arrastadas para o tráfico de órgãos, da pornografia ou da violência sexual, sem que a legislação nem as autoridades de muitos países se preocupem com isso!
O autoritarismo, de cariz persecutório parece reerguer a cabeça. Mas quanto a prevenir e reprimir situações dessas, mesmo que alimentadas por negócios da Internet, tardam a surgir iniciativas que permitam uma verdadeira segurança de pessoas, sobretudo, de crianças e de mulheres.

Oxalá que a Maddie apareça! E que as Maddies do nosso País e da nossa terra, não sejam deixadas nas sarjetas. Tenhamos a dignidade de nos erguermos em prol de um mundo, onde, como dizia o poeta “as crianças sejam o melhor do mundo”!

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