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Alterações climáticas


Segunda-feira, 04.09.2007, 01:26pm (GMT-1)

O quarto relatório do “Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas” (IPCC) vem definitivamente confirmar o aquecimento global em curso no Planeta e o grau de responsabilidade humana.

António Ventura

Uma conclusão mais evidente do que aquela que foi apresentada no relatório de 2001, onde os cientistas foram mais cautelosos.
O quarto relatório torna este tema das alterações climáticas como um tema dramático da contemporaneidade se nada for feito para travar a influência do Homem.

Desde os anos oitenta que a comunidade internacional encontra-se atenta e apreensiva para as mudanças climáticas no Planeta, provenientes do “efeito de estufa” com origem em actividades antropogénicas. É de tal modo inquietante que esta problemática já foi classificada, como a mais grave a nível global.
A questão no fundo prende-se com a necessidade de saber quanto tempo nos resta até que as condições climáticas como as conhecemos sejam alteradas.

È certo que a natureza permite a existência de vida pelo equilibro que mantêm, ou seja, contrabalança-se para não fazer frio demais ou calor em excesso, quando se quebra este equilíbrio os danos acontecem para os seres vivos, especialmente por via da redução dos recursos naturais, como água potável e alimentos.
A variabilidade climática e a qualidade do ar determinam a habitabilidade e salubridade dos espaços geográficos, condicionam a maioria das actividades socioeconómicas da humanidade e regulam a disponibilidade de recursos naturais como a água e o solo.

Segundo a comunidade científica internacional podemos minimizar esta tendência evolutiva por praticas diárias menos poluentes para a atmosfera, isto é, modificando hábitos do quotidiano. Segundo outros especialistas simplesmente não podemos fazer nada a não ser esperar, porque este é um processo natural.

De qualquer modo, é consensual entre os cientistas que a acção do Homem pode acelerar o “processo natural”.
Assim sendo, e atendendo à importância deste assunto no contexto mundial, os Açores também não se podem alhear desta “magna preocupação”, essencialmente ao nível político, pela necessária consciencialização desta temática.
Neste sentido, o PSD levou este assunto ao Parlamento Regional, através de um Projecto de Resolução que possibilita aos cidadãos e aos políticos um melhor e maior conhecimento sobre o clima e a qualidade do ar na Região. Um conhecimento que deve ser regular de carácter informativo e explicativo, com o rigor científico possível, quanto à evolução do clima e da qualidade do ar no Arquipélago.

A Comissão Parlamentar da Assembleia Regional dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho já deu o seu aval positivo a este projecto, falta agora ser aprovado no Parlamento Açoriano.