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Assembleia da República - Ricardo Rodrigues mantém-se na direcção parlamentar PS


Domingo, 04.22.2007, 10:00pm (GMT-1)

O deputado socialista Ricardo Rodrigues anunciou que vai manter-se no cargo de vice-presidente da bancada do PS, após o seu pedido de demissão ter sido rejeitado terça-feira pela direcção e ontem pelo grupo parlamentar.



"O grupo parlamentar não aceitou a minha demissão. Sensibilizaram-me os argumentos dos meus colegas. Mantenho-me como vice-presidente, o que só reforça as minhas responsabilidades para com o PS, para com o grupo parlamentar", declarou o deputado, à saída da reunião da bancada socialista.

"Vou continuar o trabalho tranquila e conscientemente", acrescentou o deputado, que pediu terça-feira a demissão do cargo de vice-presidente da bancada depois de na semana passada ter quebrado a disciplina de voto com os restantes deputados eleitos pelos Açores.

Ricardo Rodrigues, Luís Fagundes Duarte e Renato Leal votaram contra os diplomas do PCP e do BE que alargam o regime de incompatibilidades aos deputados das regiões autónomas, que a bancada socialista aprovou na generalidade.

A quebra da disciplina de voto motivou uma discussão na reunião da bancada da semana passada - levantada pelos deputados eleitos pela Madeira - e levou dirigentes parlamentares a acusar o PS/Açores de ter pressionado os deputados da sua região.

Esta terça-feira, Ricardo Rodrigues pediu a demissão, mas a direcção parlamentar, reunida sem a sua presença, rejeitou por unanimidade esse pedido, decidindo no entanto levar a questão à reunião da bancada socialista de hoje.

De acordo com deputados socialistas, os membros da direcção parlamentar estiveram de acordo em não aceitar a demissão de Ricardo Rodrigues salientando a sua importância como vice-presidente e como coordenador do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais.

Ricardo Rodrigues é deputado nacional pela primeira vez esta legislatura, integra a direcção parlamentar desde Dezembro de 2005 e tem acumulado responsabilidades, falando em nome do PS em questões como o aborto, a justiça, a corrupção, o "Envelope 9" ou a lei dos inquéritos parlamentares.