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PSD DENUNCIA - “Cenário caótico” na Aerogare das Lajes


Quinta-feira, 05.03.2007, 10:59pm (GMT-1)

"Os problemas são conhecidos por todos. Desde a concepção, passando pelos aspectos técnicos e funcionais, esta obra está longe de ser um exemplo no sector aeroportuário. A sê-lo, será o de como não se deve fazer.

Remendo, betão sobre betão, sem critério, sem perspectiva, sem qualidade, sem rigor, sem planeamento". Assim se define a posição anunciada pelo PSD da Praia da Vitória face aos recentes desenvolvimentos das obras na Aerogare das Lajes.
Segundo a concelhia, presidida por Paulo Ribeiro, a "lavagem de cara" que sofreu a infra-estrutura “não serve a ilha com as condições mínimas exigíveis, havendo quem teime em não aceitar esta realidade, exactamente aqueles que, tendo responsabilidade para denunciar e alterar este estado de coisas, não o fazem”.
“Referimo-nos concretamente à Junta de Freguesia da Vila das Lajes, à Câmara Municipal da Praia da Vitória e ao Governo Regional dos Açores que, no âmbito das suas competências locais se demitem, por razões puramente partidárias, de defender os interesses das populações que os elegeram" – especifica.
Num comunicado explicativo da história da Aerogare das Lajes, os social-democratas alertam para o facto de "o parque de estacionamento das chegadas ficar encerrado durante os próximos quatro meses”.
“Precisamente durante a nossa curtíssima época alta. Precisamente durante o período em que chega à Terceira o maior fluxo de passageiros, em particular, os emigrantes
oriundos dos Estados Unidos da América e do Canadá" – sublinha.
Segundo referem "à chegada terão a recebê-los um longo caminho com as malas às costas ou, em alternativa, um amontoado de carros, carrinhos de mão, bagagem e pessoas que conferem ao local um cenário caótico digno de um qualquer país da América Latina".
O PSD da Praia da Vitória apresenta assim "o seu protesto contra o Governo Regional dos Açores pela falta de planeamento na execução da obra de remodelação da Aerogare Civil das Lajes", acrescentando que a intervenção construtiva a que se assiste "é a prova cabal de que, para este Governo, mais importante do que os interesses da Praia da Vitória, dos seus habitantes, comerciantes, hoteleiros e visitantes, mais importante do que tudo isso, é fazer por fazer, fazer para mostrar, sem critério, sem qualidade e sem planeamento".