Canal de Notícias do 9Ilhas.com

CRITICA CONCELHIA DE ANGRA DO CDS-PP -Gestão camarária de Sérgio Ávila deixou a cidade “esburacada”


Domingo, 05.20.2007, 10:51am (GMT-1)

A Comissão Política Concelhia de Angra do Heroísmo do CDS-PP diz-se “revoltada” e “indignada” pelo estado em que “o actual Vice-Presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, deixou a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo”.

Num comunicado enviado ontem aos órgãos de comunicação social, a Concelhia presidida por José Alberto Borges enumera “os buracos que Sérgio Ávila deixou em Angra”, dando especial realce ao “buraco do Cantagalo”, entre outros “buracos no âmbito do Plano Integrado da Baía de Angra”.

“A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai de mal a pior”, afirma-se na nota dos populares angrenses, frisando-se que “lamentavelmente, o discurso socialista de que a crise passa sempre ao lado de tudo e todos nos Açores, parece não fazer eco junto de uma das autarquias socialistas nos Açores de maior importância e relevo para o partido do Governo Regional”.

Os democratas-cristãos, considerando “a proximidade da realização das festas Sanjoaninas (e os turistas que tais festividades trazem ao Concelho), a passagem, já este ano, de cerca de uma dezena de navios de cruzeiro e a operação charter da Holanda”, criticam o facto de “à beira da realização das maiores festas profanas dos Açores não sobrarem dúvidas que Angra tem para oferecer a quem nos visitar um belo cartão de visita”.

Referindo-se, concretamente, ao “eterno buraco do Cantagalo”, os populares alertam que “as vedações do espaço colocam em perigo quem por lá passa e o lixo que se vai acumulando” é factor de “tristeza” e de “falta de grandes motivos de orgulho” por parte dos munícipes “pelos gestores da Coisa Pública”.
Recordando que a obra anunciada “vem rolando desde 2002”, os populares ironizam alegando que “meia dúzia de anos passados, nem o galo cantou, nem o Barata fez a obra, nem o executivo camarário actual canta de galo sobre a herança que recebeu”.

“É importante, neste caso, não ter memória curta: em Junho de 2002, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo anunciava em sede de Assembleia Municipal a intenção de edificar no buraco um hotel. Já nesta reunião (dia 17 de Junho de 2002), o CDS-PP rejeitou a proposta de Sérgio Ávila e sugeriu que se consolidasse a falésia e se procedesse a um reordenamento adequado com a criação de espaços verdes”, lembram.
Todavia, a Concelhia de Angra do CDS-PP recorda que o Hotel Marina “era uma das obras do Plano Integrado da Baía de Angra do Heroísmo que deixou ressaltar que o actual Vice-Presidente do Governo é pródigo na criação de buracos”.

Exemplificando, José Alberto Borges aponta, ainda, os casos “da requalificação do Clube Náutico de Angra e do Cais da Figueirinha que faziam parte integrante do referido Plano e estão esquecidas, enquanto que as obras no Porto das Pipas, para além de terem durado o dobro do tempo na sua execução (previstos 18 meses, obras demoraram 32 meses), foram concluídas, este ano, com mais 4,2 milhões de euros gastos além do orçamento inicial”.

Dinheiro só
para “festinhas”

“Em face de todos estes buracos para tapar, pouco ou nada pode fazer que não seja pagar dívidas antigas (aliás, como já assumiu o próprio edil)”, lê-se no comunicado que caracteriza a actuação deste executivo como “a começar a cair no ridículo, uma vez que não tendo verbas para a realização de investimentos dinamizadores da actividade económica e do bem-estar das populações residentes continua a gastar milhares de euros em festas e festinhas (à boa maneira socialista), como sejam os Festivais de Teatro (70 mil euros), Concurso e Festival AngraRock (115 mil euros), as Sanjoaninas (ao que se sabe custam 350 mil euros ao erário público angrense, mas oxalá não hajam surpresas no curto prazo), entre outros certames organizados pela falida e esquecida autarquia de Angra do Heroísmo”.

Deste modo, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Angra do Heroísmo “apela à clarividência da presidência da Câmara Municipal e, acima de tudo, à verdade factual, para que os angrenses saibam o que se passa e quais as metas que a autarquia pretende alcançar nos restantes dois anos de mandato”.