|
NOTA PASTORAL - «A vocação ao serviço
Quinta-feira, 05.03.2007, 10:54pm (GMT-1)
É este o tema que o Papa nos propõe para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações deste ano, no Domingo do Bom Pastor, a 29 de Abril p.f. Como de costume, vamos realizar a Quinzena Vocacional, de 22 de Abril a 6 de Maio.
+ António, Bispo de Angra
É uma ocasião para rezar pela vocações, reflectir sobre a sua importância na vida e missão da Igreja, promover iniciativas de sensibilização e discernimento vocacionais.
É preciso ter presente que estamos a falar de todas as vocações de especial consagração na Igreja: sacerdócio ministerial e vida consagrada em Institutos Religiosos e Seculares. A Igreja é Mistério de Comunhão, que se edifica, através de uma variedade de vocações, em diversas agregações laicais, nos ministérios ordenados ou não e na vida consagrada.
Toda a acção pastoral é nativamente vocacional. Cada baptizado e crismado deve assumir o seu lugar na Igreja, conforme o chamamento do Senhor. A Pastoral Vocacional procura especificar esse objectivo da vida cristã, que só pode ser entendida e vivida como vocação na Igreja e ao serviço da Igreja, que é comunhão, na diversidade de vocações e carismas, concedidos pelo Espírito, para bem de todos.
Como nos recorda o Papa, na sua Mensagem, o Bom Pastor recomenda que rezemos ao Pai do Céu, para implorar o dom das vocações. Em comunidade. Com efeito, «o convite está no plural:”Rogai, portanto, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a Sua messe” (Mt 9, 38). O convite do Senhor corresponde exactamente ao estilo do “Pai Nosso” (cf. Mt 6, 9)… Uma outra expressão de Jesus é, neste contexto, extremamente iluminadora: “Se dois de entre vós se unirem, na terra, para pedirem qualquer coisa, obtê-la-ão de Meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 19)».
Esta Quinzena Vocacional pretende, pois, mobilizar toda a Igreja diocesana, nas suas diversas instâncias, para uma campanha de oração comunitária pelas vocações. À oração, queremos acrescentar a acção, sobretudo, junto dos jovens, para os ajudar a discernirem o chamamento do Senhor e a mostrarem-se disponíveis aos Seus apelos. Deus, que nos criou sem nós, nada faz sem nós. É uma constante, na História da Salvação, o facto de Deus, que é Todo-Poderoso, querer realizar os Seus desígnios, através de pessoas, chamadas e enviadas em Seu nome. Foi assim com Abraão e Moisés, com os profetas e os apóstolos. Também hoje é assim.
Como Heli ajudou o jovem Samuel a discernir e a responder à voz do Senhor (cf. 1 Sam 3, 9), assim também nós, temos de ajudar os jovens a descobrirem e seguirem a própria vocação e missão na Igreja. Não é verdade que os jovens de hoje não são sensíveis aos grandes ideais de serviço e de entrega. O que é preciso é que haja comunidades vivas, sejam elas paroquiais ou religiosas, que os acompanhem e apoiem, na sua caminhada de vida cristã. Não pode faltar também o apoio da família e da direcção espiritual. Por isso, a Quinzena Vocacional não se destina só aos jovens. É uma forte interpelação a toda a comunidade cristã, a quem o Senhor confia o cultivo e apoio das vocações de especial consagração na Igreja.
|