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Vários produtos de higiene vão ser retirados do mercado
Segunda-feira, 06.04.2007, 04:34pm (GMT-1)
A decisão do Infarmed é justificada pelo facto de alguns destes fármacos poderem ser prejudiciais para a saúde pública.
A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ordenou, ontem, a retirada do mercado de alguns produtos cosméticos e de higiene corporal. Na base da decisão daquele organismo está o facto do uso daqueles fármacos constituir um perigo para a saúde pública devido à presença de substâncias proibidas.
Na lista estão os produtos da marca Boticário "Egeo Woman EDT", "Egeo Man EDT" e "Linda EDT", comercializados pela empresa Tudo Azul — Comércio de Produtos Naturais S.A., por incorporarem o corante proibido CI 20170. Também vai ser retirado o produto "Face Antiaging 10 viales", da marca Simildiet, comercializado pela firma com o mesmo nome, por incluir na sua composição as substâncias ácido retinóico (derivado da vitamina A) e calciferol (vitamina D).
De acordo com uma fonte do Infarmed, todas as substâncias com características químicas ou de toxicidade que não justifiquem a sua utilização como cosmético são proibidas ou a sua utilização é restringida a determinadas quantidades. Por sua vez, os produtos "Cera Liposoluvel com dióxido de titânio 400 ml" e "Roller com dióxido de titâneo-corpo 100 ml", da marca Albanevosa e comercializados pela firma MC Paz, Ldª, serão recolhidos devido à presença do corante CI 12150.
Da firma Rui Romano SA terão de deixar de ser comercializados os produtos "Framcolor Futura", "Framcolor 221", "Framcolor 2001", da marca Framesi, e "Tigi-Moisture Maniac Shampoo", da marca Tigi. Nos produtos da marca Framesi foi detectado 2,3-naftalenodiol e no produto da marca Tigi o corante CI 20170.
Também está prevista a recolha das "Ampolas Bioflash NCTC", da marca Mesostetic e comercializado pela firma Mesostetic SL, por se ter detectado calciferol na composição do produto.
O Infarmed deu um prazo de dez dias às empresas responsáveis pela colocação no mercado nacional dos produtos para proceder à recolha de todas as embalagens.
O organismo aconselhou ainda aos profissionais e ao público em geral que tenham adquirido ou que estejam a utilizar os produtos em causa para deixarem de os usar e a denunciar a manutenção da sua venda.
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