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Quase 60% dos jovens açorianos já experimentou fumar


Terça-feira, 06.10.2008, 11:59am (GMT-1)

Esta é uma das conclusões de um estudo levado a cabo em seis ilhas do Arquipélago. O objectivo era conhecer o comportamento dos jovens face ao tabaco.

“O consumo de tabaco entre os jovens dos 15 aos 19 anos nas escolas de seis ilhas dos Açores” é o título de um estudo realizado no ano lectivo 2005/2006 a adolescentes que frequentavam o Ensino Secundário em regime regular.

A investigação decorreu nas ilhas de Santa Maria, Terceira, Graciosa, S. Jorge, Pico e Faial.

A idade média de experimentação do primeiro cigarro é de 13,1 anos. E cerca de 59,3% dos adolescentes das seis ilhas já experimentaram fumar. Estas são duas das conclusões deste estudo.

Prevê-se que o número de fumadores seja de 17,5%. Dos jovens que afirmaram ser fumadores, 48,9% fumam diariamente, sendo o número médio de cigarros fumados por dia de 10.

O número médio de tentativas de cessação tabágica é de 1,4.

Do total de fumadores e não fumadores, 46,4% estão expostos diariamente ao fumo de cigarro.

Os adolescentes consideram, em média, que o melhor amigo, o pai e a mãe têm uma opinião desfavorável ao consumo de tabaco, sendo a opinião média da mãe a que está mais próxima do totalmente desfavorável.

O número dos que dizem que o melhor amigo fuma é de 24,4%, 32,9% para o pai e 18,3% para a mãe.

Em suma, a maior parte dos alunos já experimentou fumar e cerca de um quinto do total de alunos diz fumar.

Embora não tenham sido estudados os motivos pelos quais uns continuaram a fumar e os outros não, considera-se que a situação é preocupante, não só pelo número de fumadores encontrado, mas também pelo risco dos alunos que dizem já ter experimentado fumar poderem ainda vir a dar continuidade ao consumo e pelo elevado número de adolescentes que dizem estar expostos ao fumo diariamente.

Este estudo decorreu sob a orientação de Luís Rebelo, presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e contou com o apoio da Direcção Regional de Saúde.