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AUMENTO DAS VENDAS - Genéricos ajudam a reduzir despesas em tempos de crise
Quinta-feira, 09.25.2008, 11:51pm (GMT-1)
A venda de medicamentos genéricos cresce a maior velocidade nos Açores do que no restante território nacional, chegando a atingir no mês de Abril de 2007 um crescimento de 26,6% face a período homólogo do ano anterior. Este factor pode justificar em parte a redução, em 2007, das facturas pagas pelo Serviço Regional de Saúde às farmácias em quase 10 milhões de euros, comparativamente ao ano de 2006.
Prevê-se que a importância dos genéricos aumente com a aplicação da directiva do Governo da República no sentido de diminuir em 30% o valor desses fármacos a partir do próximo mês de Setembro.
Os medicamentos genéricos ganham progressivamente a confiança dos portugueses, quer dos prescritores (médicos), quer dos utentes. Não apresentando até ver nenhum problema de maior no mercado, estes verdadeiros ‘Low Cost’ das farmácias apresentam-se como um caminho viável para as dificuldades financeiras que o Serviço Nacional e Regional de Saúde, diminuindo significativamente os encargos com comparticipações. No âmbito das famílias, e dado o seu crescente endividamento, acaba por ser igualmente uma forma de poupar no orçamento familiar, sem que para isso se perca na qualidade e eficácia das terapêuticas.
Os números não mentem e, de acordo com o Infarmed (Instituto Nacional da Farmácio e do Medicamento), o crescimento da cota de mercado entre 2003 e 2007 é constante e progressiva, caminhando a passos largos para a realidade de alguns países europeus pioneiros na introdução destes fármacos.
Espera-se que o consumo aumente significativamente já a partir do mês de Setembro, derivado à directiva governamental em reduzir o preço grande parte dos genéricos à venda em cerca de 30%.
Os Açores
A realidade da Região acompanha a verificada no restante território nacional, apenas com uma variação: o crescimento das vendas de genéricos entre Abril/Maio de 2006 e o mesmo período de 2007 foi de 26,6%. Um número elevado quando comparado com os cerca de 5% registado no restante território nacional.
Mesmo assim a cota de mercado ocupada pelos genéricos nos Açores é ligeiramente inferior à média nacional, muito pelo facto de a penetração destes fármacos até 2005 ser insignificante.
Domingos Cunha, Secretário Regional dos Assuntos Sociais, vê com bons olhos este evoluir da procura e prescrição dos medicamentos genéricos. “Comprovada e eficácia e qualidade dos medicamentos, a confiança dos prescritores aumenta e isso reflecte-se nos volumes de venda dos genéricos”, sublinha destacando que: “o serviço regional de saúde pagou cerca de 32,6 milhões de euros em comparticipações no ano de 2006, reduzindo um valor na ordem dos 22 milhões no ano de 2007, justificado em parte pela crescente procura dos genéricos”.
No entanto esta situação deve-se, sobretudo, ao excelente programa levado a cabo pela Infarmed, ministério da economia e associação empresarial, uma vez que a região nada pode fazer nesse campo. O Secretário Regional clarifica que: “nós só podemos acompanhar todas as orientações técnico-normativas levadas a cabo a nível nacional. Toda os esclarecimentos e iniciativas publicitárias junto dos utentes e dos prescritores são da responsabilidade do Infarmed”.
Panorama nacional
Os números divulgados pelo Infarmed não deixam margem para dúvidas, os genéricos vieram para ficar e estão a conquistar os portugueses.
Os níveis de confiança dos médicos prescritores e a crescente desmistificação em torno da qualidade dos genéricos junto dos utentes têm permitido uma solidificação da importância da cota de mercado atingida por esses fármacos.
Se tivermos em conta que em 2003 se venderam 7,9 milhões embalagens de genéricos, num valor total de 154,4 milhões de euros, e que quatro anos depois (2007) os números dispararam para 29,5 milhões de embalagens, num total de 587 milhões de euros, percebemos o peso que os genéricos vão ganhando no mercado nacional.
Num curto espaço de tempo a venda destes medicamentos chegou quase aos 600 milhões de euros, numa cota de mercado de 17,65%, no final do ano e que cresceu já para 19,37% no final do mês de Junho. De realçar que apenas existem 4639 medicamentos genéricos autorizados, que apenas 2079 são comparticipados e que 3202 têm preço aprovado.
Os mais vendidos
No mesmo relatório fornecido pelo Instituto de Nacional de Farmácia e do Medicamento podemos verificar que os medicamentos ansióliticos, depressivos e hipnóticos ocupam o terceiro posto na tabela dos mais vendidos, com cerca de 9% do total de genéricos comercializados. Os líderes desta mesma lista são os modificadores da secreção gástrica, com 10,3% e os antidislipidémicos, com 10%.
Uma realidade que não afecta somente os genéricos, mas que se verifica igualmente nos restantes medicamentos, dando força à teoria que as depressões e doenças do foro neurológico vão ser em breve as mais graves do planeta, e as que vão afectar o maior número da população.
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