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Turismo nos Açores tem de crescer de forma sustentada
Quinta-feira, 05.03.2007, 10:53pm (GMT-1)
O secretário regional da Economia disse, em Ponta Delgada, que o turismo é um sector com vantagens comparativas no contexto da realidade das ilhas.
Na sessão de abertura da conferência internacional sobre “Economia do Turismo em ilhas: modelos e estratégias de desenvolvimento”, promovida pelo Observatório Regional do Turismo, Duarte Ponte sublinhou que os Açores procuram encontrar no mercado internacional fluxos de turistas que permitam desenvolver a actividade de forma sustentável e sem afectar os seus recursos naturais.
O secretário regional, que presidiu àquele acto, admitiu a dificuldade em por vezes resistir ao lucro imediato, alertando para a experiência de outras regiões turísticas que, devido a um aumento explosivo da oferta sem acautelar uma estratégia correcta de sustentabilidade, estão agora a passar por um processo crítico de reconversão para recuperar a atractividade perdida.
Advogou, por isso, a necessidade da Região aprender com os erros dos outros que vivem também em ilhas, num território relativamente escasso e com maiores fragilidades ambientais. O titular da pasta da Economia acrescentou que o aumento do custo dos combustíveis, em matéria de transportes, deixa o Arquipélago mais periférico e distante dos centros de distribuição, mas referiu que essa situação obriga o Executivo açoriano a absorver o custo acrescido com os transportes, impondo, ao mesmo tempo, o desafio da Região ser mais eficiente e apostar em produtos de maior valor acrescentado.
Duarte Ponte lamentou o facto das ilhas açorianas, com ligações aéreas e marítimas de curta distância, não beneficiarem de apoios financeiros comunitários ao transporte aéreo, enquanto no continente europeu se atribuem ajudas substanciais ao TGV e às “auto-estradas do mar”, e advertiu que está a ser preparada legislação que, em sua opinião, afectará ainda mais negativamente o sector, devido às emissões de CO2, favorecendo, assim, a centralidade da Europa continental. O governante recordou, a propósito, que nas ilhas o TGV não constitui uma alternativa “limpa” de transporte e que estas dependem em absoluto do transporte aéreo, pelo que deveriam beneficiar de um regime de excepção, em termos de apoios.
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